sexta-feira, 4 de julho de 2014

FanFic: " A garota dos meus sonhos" +16


Autora: TayJackson
Michael é o solteiro mais solitário que já existiu, ele não acredita no amor e muito menos
na felicidade. Sua vida se resume a trabalho e uma vida monótona de sempre. Sua única companhia é um gato.
Mas algo irá mudar sua vida drasticamente. Uma bela jovem aparecerá em seus olhos e mudará sua vida completamente quando se der conta de que a garota dos seus sonhos conviverá com ele diariamente.
Será que esse solteiro confesso em fim correrá atrás de sua felicidade?



Capítulo 1 


Cidade nova, vida nova! Esse era o meu lema desde quando pisei os meus pés em Nova York a agitada cidade mais bela do mundo. Onde os nossos sonhos se tornam realidade... Bobagem! Se não levantarmos a nossa bunda do sofá e fizer acontecer nada irá cair do céu. Eu sabia disso muito bem.

Por isso me tornei um publicitário da revista mais famosa daqui, a Power. Era uma revista de celebridade ao qual eu criava os designers da capa e tantos outros compostos gráficos da revista. Eu era bom nisso, criar era tudo que sabia fazer. Não era o emprego dos meus sonhos, mas pagava a conta no final do mês, por isso servia por hora.

Eu tinha uma sala só pra mim no prédio mais bem equipado do mundo, computadores tecnológicos e um monte dessas parafernálias que fazia da minha brincadeira a bagunça mais divertida do mundo.

Lá eu tinha um chefe que me adorava, e amigos que sempre me convidava para se divertir nos finais de semana ou após o expediente. Mas eu nunca fui o tipo de cara que sai por ai a procura de divertimento. 
Gostava de ficar na minha fazendo as coisas que somente eu curtia e assim eu estava muito bem obrigado. 

Namorada? ...Não, não tenho. E pra ser sincero prefiro assim, o amor não existe é só uma coisa bonita que a sociedade criou para ganhar dinheiro. Pense bem! A Disney, onde é a maior indústria desse tipo de bobagem é a bem sucedida de todos os tempos. 

As pessoas lucram com os sentimentos das pessoas, mas quando você vive tudo aquilo você só tem certeza de uma coisa. Amor é um grande desperdício de tempo e dinheiro também.

Ah qual é! Eu não sou um solteirão solitário, ausente total do amor. Eu amo... Amo a vida, amo a natureza, amo o neguinho (meu gato)! Agora amor entre duas pessoas isso só serve para te machucar no final, pois nunca duas pessoas estão no mesmo nível e é isso que ferra tudo. Prefiro não me apaixonar.

(...)

Quando eu terminava o expediente e chegava em casa era o meu momento de paz. 

Liguei a tv depois de um banho, peguei uma cerveja na geladeira e também o neguinho que miava em cima dos móveis. Sentei na sala vendo futebol.

-Ei neguinho, se comportou bem sozinho, hein garotão? _Recebi um miado como resposta e eu ri minimamente.

Pus neguinho ao sofá e abri a minha cerveja já colocando o gargalo na boca. Minha vida parecia sem graça, mas eu era feliz, sim eu era.

Depois de algum tempo que eu bebia a garrafa inteira e não passava mais nada de bom na tv fui me deitar, o dia seguinte seria de trabalho e eu jamais me atrasaria.

Retirei a minha camisa ficando apenas de calça de moletom, deitei na minha cama e assim eu relaxei. O sono me consumia e eu me entreguei de imediato.



Capítulo 2


“Oi meu amor? _A bonita loira de olhos bem grandes e azuis se aproximava de mim cada vez mais.

Sua silhueta era incrivelmente graciosa e sua boca era terrivelmente sedutora.

-Oi meu amor. _Respondi com um sorriso no rosto. Aproximamos os nossos corpos e eu senti a coisa mais maravilhosa do mundo.

Meu corpo inteiro entrou em alerta, senti borboletas esvoaçarem no meu estomago. Eu a olhava com adoração como se fosse a mais bela dentre os seres vivos, eu estava louco de amor e de tesão.

Rimos um para o outro, aquele sorriso que iluminava os meus dias. Os lábios se aproximaram e eu os tomei para mim, os lábios mais macios e suculentos que eu havia provado. Não havia no mundo beijo tão doce quanto aquele.

Terminamos o beijo e eu me pus por trás dela, contemplávamos a vista maravilhosa na janela, algo que eu jamais pensaria ver.

-Essa vista é incrível! _Disse ela admirada.
-É maravilhosa. _Depositei um beijo em seu ombro e depois nos olhamos.

O por do sol lá fora refletia em seus olhos e os tornavam ainda mais iluminados. Não resisti a virando para mim e tomando seus lábios mais uma vez.”

O despertado tocou me acordando de repente daquele sonho, acordei confuso, deslocado. Olhei para o relógio e eu estava atrasado pra dedeu.

-Oh Droga!! _Levantei de pressa correndo para o banho, neguinho praticamente voou pra sair da minha frente senão eu o atropelava.

Vesti minhas roupas correndo, trocando as pernas na calça pela forma exasperada em que eu vestia. Abotoei minha camisa rapidamente, calçando os sapatos na mesma velocidade. Nem comi nada, parti logo para o escritório.

(...)

Parei o que fazia e fiquei completamente pensativo ali em minha sala com os cotovelos apoiados em cima da mesa uma mão na boca e a outra rodando um lápis em minha mão.

Mas que diabo de sonho escroto foi aquele? Quem era aquela mulher? E por que eu estava tão feliz?

-Ei Mike! Chegou atrasado hoje, você nunca chega atrasado. _Estranhou Peter um colega de trabalho.
-É muito estranho mesmo... _Continuei absorto em meus pensamentos.
-O que houve cara? _Olhei para ele com um pequeno vinco na testa.
-Sabe quando a gente tem um sonho, mas aqueles sonhos que parecem reais, tão reais que você sente sensações?
-Ah sim, uma vez sonhei que estava comendo um sanduíche bem gostoso, sabe aqueles bem gostosos? Pois é acordei com uma vontade louca de comer um. _Rimos. –Mas parece que esse sonho te perturbou... Foi algo sério?
-Não, não. _Ri. –Foi bobagem, deve ser mais um sonho sem sentido que temos. –Acabei me convencendo que era algo atoa e deixei isso pra lá.
-Tudo bem então. _Deu de ombros. –O pessoal está querendo sai pra beber algo, quer ir?

Peter sabia que eu nunca ia, mas mesmo assim insistia, acho que ele tinha esperanças que eu me abrisse para o mundo e saísse da minha zona de conforto. Como se algum dia isso poderia acontecer.

-Não Peter. _Ri. –Sabe que não vou.
-Mas é sempre bom perguntar, vai que um dia você acorda?
-Acha minha vida uma merda não é? _Ri. –Mas acredite eu sou feliz, tenho um trabalho, uma casa... um gato. _Dei de ombros.
-Isso não é vida Mike, desculpa, mas você é solitário. Desde que te conheço é só do trabalho pra casa, da casa pro trabalho. _Abaixei minha cabeça.

Sim talvez ele tinha razão, mas eu já vivia assim a tantos anos que nem me dava conta, nem me importava e nem dava o trabalho de mudar.

-Eu sou feliz assim. _Sorri forçado demostrando despreocupação. –Obrigado pela preocupação.
-Só desejo o melhor pra você cara. É um rapaz bom.
-Obrigado.

(...)

Acabava mais um dia de trabalho e eu andava pelas ruas sozinho nos longos metros de calçada do comercio de Nova York. Aquelas luzes maravilhosas, um frio de 10graus. Eu reparava os casais juntos aparentemente felizes, e eu não poderia deixar de me sentir um solitário sim. Um estranho perambulando tentando achar o seu lugar, procurando a felicidade vãmente.

Entrei em meu apartamento e já fui recebido por neguinho que se esfregou por diversas vezes em minhas pernas.

-Sim você sim me ama. _O peguei no colo fechando a porta atrás de mim. –Vamos ver o que tem pra comer, hum?

Procurei algo na geladeira, uma pizza de ontem e a comida para gatos de neguinho. O alimentei e voltei para o sofá vendo tv e bebendo a minha cerveja.

Sim eu era um cara solitário eu precisava admitir.








Capítulo 3


“ Caminhei até a cozinha, mas não era a cozinha do meu apartamento, era outra. Mais ampla, mas bonita, sem aquelas bagunças exageradas que a minha era, tinha um toque especial, um toque de lar.

O cheirinho do café da manhã estava no ar e eu respirei fundo sentindo aquela sensação maravilhosa, o cheiro de felicidade.

E lá estava ela, toda de vermelho, aquela camisola de seda que dava o contraste perfeito em seu tom de pele.

-O café está na mesa meu bem. _Sorri.

Caminhei até ela a enlaçando em meus braços, depositei beijos em seu pescoço, pouco importando com o café, eu tinha coisa melhor a se fazer.

Desci os beijos pelo seu colo afastando minimamente o seu decote, e então beijei ali sentindo a segurar firme em meus cabelos, fechar os olhos para sentir o meu beijo. Voltei para a sua boca beijando com avidez inclinando seu corpo para trás e apertando firme sua cintura. Terminamos com selinho e em fim nos olhamos.

-Oh Michael! Você tem o poder de me deixar louca. _ O que eu poderia dizer se ela também me deixava da mesma forma?

Peguei sua mão pus suspensa no ar a abrindo junto com a minha em um perfeito enlace. Ela tinha uma aliança ali e eu beijei sem tirar os olhos dela, observando cada reação de sua face. “

Acordei mais uma vez confuso no meio daquela madrugada, respirei fundo sem saber o porque daquele sonho. Me sentei na cama esfregando a mão em meu rosto. Respirei fundo.

Caminhei até a cozinha bebendo um copo d’água, fui ao banheiro também fazer xixi. Voltei para a cama e então...

“Ela se encontrava sentada em cima na mesa da cozinha entrelaçando suas pernas em mim. E nos pegávamos pra valer.

Com o beijo cada vez mais intenso, nossas mãos acarinhava cada canto de nossos corpos. Suas mãos entravam por dentro de minha camisa e depois entrava por dentro da minha calça massageando o meu bumbum e eu estava cheio de desejo.

Levei minhas mãos nos médios seios dela, tão macios... minha camisa foi tirada e meu peito beijado. Trouxe seu corpo para mais perto do meu pelas pernas roçando minha ereção em sua intimidade.

Eu estava explodindo em expectativas, louco para possui-la de vez. Adentra-la, fazer de nossos corpos um só, ama-la com nunca amei, pois era assim que eu me sentia bem, era assim pra se tornar perfeito.

As sensações, o gosto daquele momento eu o sentia. Meu coração pertencia a ela, como nunca irá pertencer a mais ninguém.”

Quando eu iria adentra-la acordei me sentindo frustrado e de pau duro, queria continuar com aquele sonho e ver como ele terminava.

Fazia tempo que eu não tinha uma mulher assim e mesmo que fosse no sonho estava valendo, pois a forma como eu sentia aquele sonho parecia algo realmente real que eu não sabia explicar.

Tirei a minha calça até a metade e comecei a me tocar, esfregando minha mão no meu pênis freneticamente. Eu estava me masturbando para uma mulher que eu nunca vi na vida. Meus gemidos estavam altos, eu mordia meus lábios e intensificando cada vez mais os movimentos. Deixei os jatos serem liberados após sentir um intenso orgasmo.





Capítulo 4




Ali sentado em meu escritório eu rabiscava uma folha de papel, deixando a imaginação ser liberada. As emoções e sentimentos presos a mim através daquele sonho sem sentido eu criava forma em uma vida presente, mas que ao mesmo tempo longe demais. Eu precisava ter uma coisa sólida, algo real e apalpável que eu poderia olhar e pensar o quanto eu pudesse. O resultado saiu perfeito, exatamente como eu queria.




Pus o desenho na frente dos meus olhos segurando o meu queixo.

-Quem é você garota?

(...)

-Hey Peter podemos conversar? _Fui até a sala de Peter eu precisava desabafar  e saber o que ele pensava.
-Claro Mike senta ai. _Apontou para a cadeira e eu me sentei prontamente.
-Se lembra daquele sonho que eu tive, sobre algo real?
-Sei sim eu lembro.
-Pois então, eu sonhei de novo essa noite, duas vezes. Sonhei acordei, e quando dormi de novo continuei aquele sonho. _Me olhou surpreso e confuso, mas logo sua feição se despreocupou.
-Mas esses sonhos as vezes temos Mike isso é normal. Eu mesmo já sonhei com algo e continuei de novo. Vai ver foi algo que estava em seu subconsciente. _Balancei a cabeça.
-Eu sonhei com uma garota.
-Oh Uau, finalmente em cara! Já começava a pensar que fosse gay. _Sorri balançando a cabeça. –E quem é ela?
-Ai é que tá eu não sei, não faço a menor ideia.
-Então está me dizendo que tem sonhado com uma garota que você não conhece?
-É o que parece. _Me levantei andando de um lado para o outro. -Nunca a vi em toda minha vida. Só sei que no sonho somos um casal, um casal apaixonado. _Parei de andar e pus minhas mãos apoiando meu corpo no encosto da cadeira. –Eu acho que ela é minha mulher, porque eu vi uma aliança em seu dedo.
-Uau! _Peter piscou os olhos por diversas vezes achando tudo uma loucura. 
-Ela é linda Peter e eu sinto coisas, coisas reais quando eu sonho como se fosse verdade, como se acontecesse de fato.
-Isso parece bruxaria cara, vá se benzer. Sonhar com uma pessoa que você não conhece, nunca a viu? _Riu sem vontade. -Não, isso é loucura.
-Tomara que isso pare, senão vou enlouquecer.
-Vai ver você a viu, mas não está lembrado.
-Não, uma mulher como ela eu nunca esqueceria ela é linda demais. 
-Sabe ao menos o nome dela?
-Não.
-Coisa doida! Mas eu te aconselho a não pensar muito, talvez isso passe, não deve ser nada. Deve ser porque você está ai solitário doido para se apaixonar. Pode ser também. _Sorri.
-Nunca, não vale a pena. 
-Você pode falar o que for, mas nós homens não vivemos sem mulher e você sabe disso... Já te falei cara vá se divertir, você é jovem, boa pinta.
-Valeu Peter, mas não. _Eu não queria ouvi-lo, na minha concepção eu estava certo e ponto final. - Se apaixonar é roubada e isso não é pra mim... Mas obrigado pela conversa. Não comente isso com ninguém está bem?
-Claro que  não, pode contar comigo.
-Obrigado.

Deixei a sala de Peter e fui até o computador fazer uma pesquisa sobre sonhos persistentes. Encontrei varias coisas sobre pensar muito em uma mesma coisa, sobre subconscientes. Nosso cérebro transmitindo em nossos sonhos os nossos medos e emoções do dia-a-dia. Mas nada sobre sonhar seguidamente com uma pessoa que você nunca viu na vida.

É eu não sabia o que era aquilo, mas eu iria esquecer e tomara que eu não sonhe outra vez.


Capítulo 5

Os dias passavam e pelo visto aquele sonho só foi coisa de momento, ele havia desaparecido e eu voltei a minha rotina normal. A rotina que aparentemente soava solitária e sem graça.

Voltas no parque ou na pracinha quebrava um pouco a vida monótona de sempre. Em companhia com neguinho é claro, daquele ali eu não desgrudava nunca.

Passei no mercadinho perto de casa e fiz umas pequenas compras, comida e é claro cerveja.

Eu preparava a nova capa para a nova revista desse mês com a ajuda das minhas parafernálias que eu tanto amava. Eu era um bom publicitário tinha talento e sonhava com algo melhor do que a revista, algo mais artístico e que eu pudesse lucrar de verdade.

Sai da minha sala pra levar o esboço para o meu chefe, ver se minha ideia condizia com o projeto.
Foi quando percebo um movimento na entrada no departamento.

-O que é? _Perguntei a Peter que também tentava entender.
-Deve ser a nova colunista, era pra ela chegar hoje.
-Nova colunista? O que houve com a Terry.
-Foi despedida, parece que andou  vendendo informações para a Life Magazine e o Rick descobriu, já pode imaginar no que deu não é?
-Ai meu Deus e como eu não sabia disso?
-Você não sabe nada o que rola por aqui. Fofocamos nos bares, mas você nunca vai. _Revirei os olhos.

Foi quando ela apareceu andando graciosamente pelos corredores, eu já conhecia aquele andado, conhecia aquelas formas. E quando se aproximou eu não tinha mais a menor duvida.




-Oh Droga é ela! É ela, é ela. _Eu não tinha a menor duvida, aquela era a mesma pessoa.
-Ela quem Mike, ficou maluco?
-É ela cara, a garota dos meus sonhos.
-O que ? _Isso foi quase um grito.

Entrei em minha sala que era perto e peguei o meu desenho.

-Olha aqui é a mesma que eu desenhei há alguns dias atrás. _ Peter pegou e analisou.
-Parece Mike, mas não pode ser cara.
-Sim é ela.

Ela era ainda mais linda pessoalmente ali em minha frente tão real. Eu estava perdido em pensamentos sem contar que as mesmas sensações daquele sonho estavam ali para mim. Deus o que estava acontecendo comigo? Aqueles lábios tão avermelhados e convidativos.

Ela se aproximou de mim ficando frente a frente e eu pensei que meu folego sumiria de meus pulmões. O sonho virando realidade.

-Pode levar minhas coisas para a minha sala, por favor? _Ela disse para mim e eu fiquei confuso.
-O que?
-Você não é o empregado? _Ela me olhou de cima em baixo e toda aquela magia desapareceu.

Então ela acha que sou um simples empregado e não um publicitário de qualidade? Como ela ousava a olhar para mim e me render ao menos insinuando que eu pudesse levar suas coisas? Peter começou a gargalhar e eu fiquei puto da vida.


Capítulo 6


-Não eu não sou o empregado, não do jeito que a senhorita pensa. _Eu estava controlando ao máximo minha raiva. –Eu sou publicitário, faço o designe de revista.
-Oh sim, então é você que é o Michael? _Disse surpresa, absolutamente surpresa eu diria.
-Sim eu sou.
-É eu vi o seu trabalho, mas como eu sou a nova colunista e a editora chefe algumas coisas terão que mudar. _Mas o que? Ela seria a nova editora chefe, mas que merda é essa?
-O que houve com o Rick?
-Ele está de férias, vai ficar algum tempo longe e eu estou no lugar dele. _Olhei para Peter que estava surpreso e balancei a cabeça sem acreditar naquilo.
-Não pode ser.
-Mas é, então Sr Jackson, mais tarde passarei em seu sala pra lhe mostrar como exatamente eu preciso do designe esse mês. _Ela era autoritária e soberba, além de metida e patricinha. Detestei seu jeito logo de cara.

Como uma mulher pode ser de um jeito em um sonho e na vida real era o total oposto?

-Olha aqui Senhorita....
-Nina, meu nome é Nina. _Respirei fundo para não perder a calma.
-Nina. Eu trabalho aqui a mais de três anos acho que sei muito bem a marca da revista e pelo que eu sei Rick não quer nenhuma mudança.
-Acontece que enquanto eu estiver como editora chefe tudo será do meu jeito. E o modo como o designe da revista anda eu não me agradei nenhum pouco. _Eu estava prestes a explodir.
-Você não tem...
-Michael é melhor a gente continuar o trabalho sim. _Peter me interrompeu antes que eu pudesse ofende-la e me puxou para a minha sala.

Relutante tentei me acalmar e seguir o conselho de Peter, a final o que eu poderia fazer agora não é? Dei uma ultima olhada naquela patrícia e sai.

-Você viu o que essa mulher disse? _Quando entramos Peter fechou a porta. -Que não se agrada do meu trabalho. Eu sempre fiz um ótimo trabalho quem é ela pra dizer alguma coisa?
-Parece que é a garota que você anda sonhando. _Acabei me dando conta disso.
-Ai meu Deus ainda tem isso. Como pode Peter? No sonho ela é tão doce, meiga. Essa dai de agora parece um demônio... Toda patricinha, altiva. Não vou aguentar uma mulher se metendo nas minhas coisas.
-É, mas é melhor aceitar ou ela te coloca na rua.
-Ela não pode, acho que tenho direitos aqui.
-Sim você tem, mas é melhor se submeter para não criar problemas. Ah qual é Mike é apenas um mês.
-O mês  mais louco da minha vida, isso sim. _Respirei fundo.

Os sonhos, agora essa mulher aparece na minha frente que vai ser a minha chefe? Sem duvidas eu não conseguia entender o que estava se passando, mas eu não iria abaixar minha cabeça para mulher alguma, isso eu não faço.




Capítulo 7


Nina

Quando eu recebi o convite de Rick para substitui-lo na Power imediatamente fiquei animadíssima, eu adorava aquela revista e além do mais fazia algum tempo que eu não trabalhava na área. Vi a oportunidade ali pra minha carreia finalmente deslanchar e se eu me dedicasse pra valer eu tinha certeza que iria ter um cargo duradouro e iria fazer história naquela revista.

Convoquei todos os funcionários a grande equipe que fazia da revista algo possível, para anunciar a minha chegada e lhes dá algumas informações das mudanças que eu estava prestes a fazer naquele lugar.

-Bom pessoal, acho que já devem saber que ficarei com vocês durante esse mês e que na ausência de Rick eu dou as ordens por aqui. _Alguns me olharam com cara de poucos amigos, até mesmo o designer, o tal Michael. –Já aviso desde já que farei algumas mudanças na nossa revista, tanto na área dos colunistas quanto no shape ao todo.
-Rick permitiu que faça algo assim na ausência dele? Quero dizer ele nunca falou nada sobre mudar a revista. _Perguntou uma das integrantes.
-Como eu disse antes na ausência dele eu dou as ordens, então espero que faça como eu disse. _Eu sabia que estava sendo um pouco autoritária, mas como sempre dizia os meus pais, “ Ou você lidera, ou passam por cima de você.

E claro essa condição não estava em meus planos, eu precisava ter o meu lugar ali dentro.

-Algo mais senhores? _Perguntei. Todos disseram não.

Minha primeira mudança do dia seria o designer esse eu não gostava nenhum pouco. Mas acho que eu teria problema com esse tal Jackson, ele era muito difícil de lidar, dava pra ver só pelo fato de ter o confundido como empregado. A qual é? Erros acontecem, e além do mais ele não se portava com um designer. Estava largado, desleixado. Não chegava a um mendigo, mas também não chegava ao nível de um publicitário.

Ocupei minha nova sala e minha nova mesa, me senti em fim conquistando o meu lugar, mesmo que fossem apenas um mês.
(...)

Dei duas batidas na porta da sala de Jackson já levando o projeto da nova revista, ele atendeu com uma carranca nada boa.

-Vim trazer o projeto. _Ele gesticulou as mãos para que eu pudesse entrar e foi o que eu fiz, ele fechou logo a porta. –Aqui estar.

Coloquei em sua mesa e ele pegou sentando-se na cadeira se pondo a ler com uma de sua mão em seu queixo.

-Mas isso aqui é uma palhaçada! _Disse se levantando e eu me assustei um pouco. –A revista é coisa séria, e não desejo de menina mimada.
-Como?
-A revista não terá gliter e bichinhos cor de rosa. Faça-me o favor não é minha filha?
-É um projeto teen se é que você reparou bem lendo a discrição. Os nossos leitores se tonaram adolescentes querendo ter informações sobre os seus ídolos teen e essas coisas. _Ele gargalhou debochando.
-Ah por favor isso aqui não é a Popstar Senhorita.
-É Nina, me chame de Nina. _Alterei um pouco a voz.
-Seja o que for...Aqui é uma revista séria, não um circo.
-Ohh bom saber que você acha os nossos adolescentes um circo.
-Você entendeu o que eu quis dizer.
-Não, eu não entendi, e sugiro que estude esse projeto e faça as coisas direto.
-Você é uma..._Apontei o dedo para que ponderasse o tom de voz.
-Cuidado Sr Jackson, cuidado. _Não o permiti terminar aquela frase que provavelmente seria um insulto e me retirei de sua sala.

Era um troglodita muito atrevido e chato. Eu sabia que não era bem vinda ali até porque eu era uma pessoa muito exigente e nem todo mundo gosta de pessoas assim. Mas quer saber? Eu não estava nem ai.



Capítulo 8


Nina

-Ei Mônica quero você na minha sala. _Disse a minha assistente.

Como ela estava há mais tempo por lá eu precisaria que me colocasse a par sobre a vida pessoal de todos ali eu queria conhece-los bem e saber no que eu estava me metendo.

Fechei a porta assim que ela entrou me sentando na minha cadeira ela fez o mesmo.

-Quero que me conte sobre todos um por um. _Ela me olhava um pouco surpresa e ao mesmo tempo amedrontada.

Meu Deus será que eu cheguei para colocar terror naquele lugar? Ri diante desse pensamento.

-Lurdes do departamento de dietas, é uma mulher casada, tem 3 filhos, mas mesmo assim ela se desdobra ao máximo para se dedicar a revista. Não traz os problemas de casa para o trabalho e não é de faltar, só quando alguns de seus filhos estão doentes, mas mesmo assim ela compensa depois o trabalho.
-Hum. _Gostei do que ouvi, era algo raro de se encontrar, uma mulher incrível pelo que eu vejo.
-Peter é do departamento de estatística, ele tem os números de vendas e o que o publico se interessa mais. É um solteiro que adora se divertir e é muito comunicativo, faz amigos rápido, nunca faltou um trabalho e sempre vai embora tarde.
-Ótimo. _Me interessei em Peter, esse lance de fazer amigos rápido me renderia muitos frutos dentro da revista.

Mônica me passou a ficha completa de cada um até chegar no idiota do Michael, esse eu estava bem interessada em ouvir.

-Michael do departamento de Designer é o cara mais dedicado, só vive enfurnado aqui até mais tarde. Não tem família e é muito solitário, muitos acham que ele tem problemas de relacionamento. Bom todos falam o que querem dele, pois ele nunca se abre com ninguém somente com Peter então cada um acha o que quer.
-Intrigante. _Fiz um pequeno vinco em minha testa. –problema de relacionamento é claro que ele tem não é? _Falei por me lembrar o quão mal educado era.

Então Michael era um solitário esquisito? Interessante.

-Obrigada Mônica você foi muito útil pra mim hoje. Pode se retirar.
-Sim Senhora.
-Pode me chamar de Nina.
-Oh tudo bem Nina. _Sorriu e saiu de minha presença.

Comecei a anotar algumas coisas em meu portfólio sobre as coisas que percebi ali e logo lembrei que eu queria ver como andava o trabalho de Michael. O Shape da nova revista desse mês.

(...)

Dei duas batidas na porta e lá estava ele abrindo-a para mim com a mesma carranca de sempre.

-O projeto está pronto?
-Pelo contrario que você acha eu não sou o flash, essas coisas demoram um pouco.
-Não acho que seja o flash, muito pelo contrário. _Falei com ironia levantando a sobrancelha e ele bufou.

Adentrei sua sala sem que ele me deixasse e  passei os meu olhos para todo o lugar.
Era uma sala pequena cheia de parafernálias e algumas colagens na parede.





-Essa sala é uma bagunça. _Constatei.
-Quer mudar até mesmo a minha sala senhorita? _Perguntou irônico.
-Nina, é Nina. _Falei controlando a raiva. –Não, não quero mudar nada aqui, pode ficar nesse bagunça. –Revirou os olhos.
-Tudo bem. _Parecia mais um deboche ainda mais quando ele sorriu de lado.
-Você é debochado cara, irritantemente debochado.
-E você é uma chata. _Ele riu e eu também ri. Rimos sarcasticamente.
-Sou sua chefe sabia?
-Continua chata do mesmo jeito. _Ele continuava desafiador e debochado, respirei fundo.
-Cuidado Sr Jackson, Cuidado. _Avisei mais uma vez e sai daquela sala, o ouvi bater tão forte em seguida que tudo estremeceu.
-Mal educado. _Bufei.



Capítulo 9


Eu não conseguia acreditar, sonho com uma mulher que eu não conheço e então de repente ela aparece na minha vida para fazer um inferno. Aquele sonho sem duvidas era um aviso para que eu me afastasse.

Olhe, pense bem! A garota era minha namorada, mulher ou sei lá. Era amor o que tínhamos. O amor não existe, ele só serve para bagunçar as nossas vidas, era exatamente o significado daquele sonho. E eu estava muito ferrado.

Como uma garota parece um anjo em um sonho de alguém e quando a encontro é um demônio? Tão prepotente. Eu estava com os nervos a flor da pele.

Terminei aquela palhaçada do novo shape da revista e adivinha?

-Isso está um horror Sr Jackson, acho que pode fazer melhor que isso. _O Jeito como ela falou...
-Esse foi exatamente o projeto que me passou, se não gostou deve ter visto apalhaçada que é.
-Não há nada de errado com o meu projeto e sim com um cara que não faz nada direito.
-O que? _Aquela garota era mesmo um pé no saco.
-Me admira você passar o dia enfurnado aqui nesse lugar e não trabalhar direito. Acho que sua vida de solidão não serve para nada. _Segurei em seu braço com força.
-Olha aqui garota, você não sabe nada sobre a minha vida, então não tem o direito nenhum de falar nada. _Ela me olhou assustada e eu percebi que estava indo longe demais. –Desculpe.
-Acho que ambos passamos dos limites aqui. _Abaixou a cabeça se dando conta do que disse. –Me desculpe.
-Tudo bem. _ Respirou fundo. -Acontece que você me tira do sério é isso. _Disse nervosamente eu ri.
-Ah eu? Não foi você que chegou cheia de preconceitos pra cima de mim?
-Não foi preconceitos, eu só me confundi.
-Sei.
-Olha aqui eu já pedi desculpas está bem. Hunf! _Saiu de minha sala em passos largos, respirei fundo passando a mão em meu rosto.




Capítulo 10

“Nos encontrávamos nus em cima de uma cama de casal, sem nenhum lençol para proteger os nossos corpos. Nos entregávamos em um amor perfeito. Os gemidos dela em meu ouvido era combustão para que eu pudesse ir cada vez mais fundo, mas preciso.
O cheiro dos cabelos dela, a maciez de sua pele, eu a adorava.

-Michael...
-Sim minha menina, eu estou aqui, bem aqui. _Sussurrava em seu ouvido, o mordia.

Nossas bocas entre abertas deixando escapar de nossas gargantas a sensação daquele prazer.
Sua cabeça tombada para trás enquanto eu passeava meus lábios por seus seios. Seios tão lindos, rosados e suculentos. Minhas mãos os acarinhavam, meus lábios os beijavam, a sentindo puxar os meus cabelos. Sua intimidade se apertando em mim.

Tudo aquilo fazia daquele momento único, intenso.

Fui me sentando na cama a puxando delicadamente para se sentar em meu colo sem nos desconectarmos, prendendo nossos corpos um no outro. Estávamos unidos.

Mordidas em seu pescoço, beijos moles na boca, caricias. Tudo isso fazia parte do pacote, sem contar nas emoções, os sentimentos que tínhamos fazendo amor daquela forma.

Segurei firme em suas pernas enquanto ela pulava sobre mim, me fazendo granir de desejo. A deitei mais uma vez na cama e as estocadas em um vai e vem firme foram iniciadas e nossos orgasmos estavam bem próximos.

-Michael... _Ouvi gritar meu nome, me mostrando que o seu estava prestes a vir. –Michael.
-Isso meu bem grite o meu nome.”


-Michael! _Gritou.
-Grite!
-Mais o que? _Foi quando me dei conta de que estava cochilando no trabalho e Nina me acordava.
-Ai meu Deus! _O meu susto foi inevitável e o constrangimento também, mas não foi nada pior do que ela olhar para o meio de minhas pernas notar o volume.
-O que você está fazendo? _Disse assustada e eu morto de vergonha, sem saber o que falar  nem como explicar.



Capítulo 11

-Você estava dormindo em serviço é isso? _Disse indignada e eu tentava ao máximo conter a minha ereção.
-Garota por favor saia daqui? _Eu tentava me tirar daquela situação, mas estava cada vez mais impossível.
-E ainda por cima é algum tipo de tarado, olha só pra você. _Me aproximei dela a pegando pelo braço pra tira-la de minha sala.
-Me deixa sozinho. _Eu tentava tira-la, mas ela resistia ao máximo falando coisas do tipo “pervertido”.

Foi quando seu braço esbarrou na minha mesa e uma folha de papel caiu ao chão. Nina se inclinou para pega-lo e teve uma constatação.

-Mas... Mas o que é isso? _Levantou o papel para cima me mostrando e eu notei que era o desenho que eu fiz. –Você andou me desenhando é isso? Sim porque essa aqui sou eu, não é? _Ela olhava confusa e eu atordoado com o coração na mão sendo pego no flagrante. Não havia o que explicar ou o que falar, as evidencias falavam por si só.
-Me deixe sozinho Nina! _Alterei um pouco o tom de voz.

Foi quando ela me olhou no fundo dos meus olhos e os flashes de um dos meus sonhos vieram à tona. Aqueles olhos intensamente azuis que eram capazes de hipnotizar qualquer um, aquela boca macia eu a tomando para mim como se eu fosse o dono. Senti uma vontade imensa de reproduzir os meus sonhos naquele momento. Meu coração acelerava tão rapidamente que eu achei que iria explodir.

-Por favor me deixa sozinho? _Falei calmamente agora tentando me controlar para não fazer nenhuma besteira, eu tinha que me controlar.

Foi quando ela caminhou até a saída olhando para trás confusa, me achando um completo maluco. Na verdade até eu me achava maluco depois de tudo que eu passei. Ela atravessou a porta e eu a fechei.

Respirei  aliviado, mordendo os meus lábios nervosamente. Caminhei até minha mesa e peguei o desenho em minhas mãos me dando conta mais uma vez e talvez definitivamente que aquele desenho e aquela mulher eram sim a mesma pessoa.

-Meu Deus! _Sussurrei.

(...)

Nina

Me encostei naquela porta fechada, fechando os meus olhos. Aquele olhar intenso daquele homem para mim, a respiração descompassada.

Porque ele havia me desenhado?  Aquele cara era mesmo estranho e eu estava muito intrigada com tudo.
Voltei para minha sala e tentei não pensar naquilo, além de ser muito difícil. Nem era tanto pelo desenho e sim por aqueles olhos tão fixos a mim. Eu senti algo, sentia algo forte dentro de mim. Uma sensação estranha que eu nunca pensei em sentir.

Tive medo, segurança, prazer tudo no mesmo instante e eu achei que iria explodir. Michael era um homem muito lindo, sensual, isso eu não poderia negar. Droga o que estava acontecendo comigo?

Mas aquela história do desenho eu ia tirar isso a limpo. Eu iria descobrir o porque que me desenhou. E o porque que gritava daquele jeito dormindo e acordando com aquela ereção enorme que fez minha intimidade contorcer? Estava na cara que ele estava tendo sonhos eróticos, era típico de homens da laia dele. Hunf! É  por isso que eu não me metia com homens mais, são todos uns otários.



Capítulo 12




Nina

Uma semana havia se passado e eu tentava ao máximo buscar alguma explicação plausível daquele incidente na sala de Jackson, mas ele estava sempre fugindo, sempre inventando desculpas o que me irritava cada vez mais. Eu precisava pegar aquele desenho, precisava vê-lo mais uma vez.

Nos encontramos no elevador e aquele clima constrangedor se instalou no lugar, eu me fazia de despreocupada, enquanto ele estava lá todo incomodado. Olhávamos de lado e quando percebíamos que um estava olhando para o outro, tratávamos logo de disfarçar. Sim era uma palhaçada e eu me irritava com isso, mas o que eu poderia fazer?

O elevador em fim chegou e Michael caminhou na minha frente sem dizer nada. Acompanhei o seu andado com os olhos e eu não parava de olhar aquele traseiro durinho dele. _Ai meu Deus o que eu estou fazendo? Tirei minha atenção dali e me concentrei no que realmente importava.

Agora seria uma boa hora para entrar em sua sala e pegar aquele desenho, sim eu faria isso.

Dei meia volta imediatamente para o elevador e subi de volta. Caminhei cuidadosamente até sua sala olhando em volta para ver se ninguém estava por ali e garantir que eu pudesse espiona-lo sem ser incomodada. Ótimo ninguém me olhava, abri a porta que por sorte estava aberta entrei e a fechei de volta.

Caminhei até a sua mesa vasculhando tudo, encontrei um pequeno caderno com várias anotações e uma folha de papel enfiada. A peguei rapidamente, pois eu sabia que era o tal desenho e o abri.
Aquele desenho era sim igual a mim, aqueles traços desenhados perfeitamente, os cabelos, os olhos. Era como se ele soubesse cada detalhe de mim, suas emoções estavam ali.
Abri o caderno e vi muitas anotações  e uma coisa me chamou a atenção. “Sonhos estranhos” Era o título que compunha aquele texto. Comecei a lê-lo.

“Nos encontrávamos nus em cima de uma cama de casal, sem nenhum lençol para proteger os nossos corpos. Nos entregávamos em um amor perfeito. Os gemidos dela em meu ouvido era combustão para que eu pudesse ir cada vez mais fundo mais preciso.

O cheiro dos cabelos dela, a maciez de sua pele, eu a adorava.”

Só pelo começo já sabia que se tratava de algo pervertido e nem quis continuar lendo. Mas então eu vi escrito o meu nome.

-O que? _Aquilo foi quase um grito assim que comecei a ler o que tinha.

“Não sei o porque tenho sonhado com ela constantemente, mas as emoções de cada sonho é como me renovar, como ser resgatado de um abismo e voltar a claridade da vida. Sim é loucura, principalmente quando estávamos no mesmo plano o que chamamos de pessoalmente. Eu não sei explicar, mas acho que as emoções do meu sonho estão se materializando e me possuindo todas as vezes que estamos juntos. Essa semana mesmo não foi diferente. Não sei o que há comigo estou ficando louco.”

Eu me chocava com cada palavra escrita por ele, mas o que era aquilo a final? Ele estava sonhando comigo? Foi arrancando dos meus devaneios assim que escutei a porta se abrindo.

-Mas o que você faz aqui dentro? _Era ele ali parado e eu senti as minhas pernas tremerem.
-Na... Nada eu só... _Ele caminhou rápido até mim e arrancou o caderno de minhas mãos com força, levei um susto minimamente.
-Você está mexendo nas minhas coisas é isso? Você pode ser qualquer coisa aqui dentro garota, mas isso não te da o direito de mexer nas minhas coisas. _Ele gritava, eu me senti culpada por um instante, mas logo depois não mais.

A final era ele que estava tendo algum tipo de desejo erótico por mim, ou algo assim. Ele que estava me invadindo.

-Eu tenho o total direito quando se trata da minha pessoa. _Ele me olhou assustado. –O que é isso? Hum? Você tem sonhado comigo? Que tipo de tarado você é seu cafajeste.
-Eu não sou nenhum tipo de tarado eu só..._Ele tentava se explicar, tentava manter-se a calma. – Eu  posso explicar.
-Sim você vai me explicar direitinho. E quanto a esse desenho... _Mostrei o desenho para ele a amacei bem diante de seus olhos. _Olha o que eu faço com ele, seu tarado!
-Eu posso explicar!
-Eu não quero ouvir mais nada.

Sai de sua presença o mais rápido possível, eu não queria mais me aproximar dele depois de tudo isso que vi.
 



Capítulo 13

Minha cabeça fervia como uma panela de pressão eu achava que iria explodir. Mas faltava pouco, muito pouco.
Nina descobrir esse tipo de segredo foi a pior coisa do mundo, nem sei nem como eu iria encara-la de agora em diante. Ela nunca deveria saber uma coisa dessas.

-Nina descobriu Peter, ela sabe. _Eu caminhava pra lá e pra cá dentro da sala de Peter.
-O que? Ela sabe o que cara? _Peter perguntou, mas ele sabia do que se tratava.
-Ela leu umas anotações minhas do tal sonho e sabe que o sonho se trata dela.
-Ai meu Deus! Você está ferrado cara, ferrado mesmo.
-Eu vou contar pra ela, vou dizer a verdade. _Falei decidido.
-Você teria coragem disso?
-Não tenho escolha, ou eu falo, ou ela me acha um tarado a vida toda. Pode até me prejudicar aqui dentro e eu não quero problemas... Droga! Maldita hora que escrevi aquelas coisas e deixei no meu escritório.
-Ah isso é. Ela deve ter te achada um maluco.
-Com certeza. _Respirei fundo. –Vou lá agora na sala dela, me deseja sorte.
-Muita boa sorte cara, você vai precisar. _É disso eu sabia muito bem.
-Obrigado.

(...)

Bati na sala de Nina até ouvir um sonoro “pode entrar” eu estava reunindo algum tipo de coragem para rodar aquela maçaneta e entrar. Respirei fundo e finalmente abri a porta.

-Eu quero que você suma da minha sala. _Ela disse brava, terrivelmente brava.
-Eu preciso me explicar.
-Eu não quero ouvir nada, não quero ouvir as suas  sujeiras.
-Não é sujeira Nina eu preciso falar, droga! _Perdi a paciência.
-Pois então. _Nina percebeu que eu não ia sair dali até conversar e resolveu me ouvir. –Fale.
-Aquele desenho, aquele sonho, foi tudo uma coincidência.
-Coincidência? _Riu. –Vem me dizer que não anda pensando em mim, e tendo algum tipo de pensamento pervertido comigo? _Aquela garota era uma convencida irritante.
-Como você é convencida garota! _Balancei a cabeça. –Não eu não ando pensando em você, muito menos tendo pensamentos pervertidos.
-Então o que era aquilo Michael? _Respirei fundo.
-Eu sonhei com você antes mesmo de te conhecer. _Falei de vez contemplando sua feição mudar de repente e o choque lhe atingir.
-Isso não é possível. _Riu despreocupada agora.
-Já que quer ler as minhas anotações então ler a data, ler as coisas que escrevo. _Tirei meu caderno de dentro do bolso e lhe estendi.
-Eu não quero ler nada. _Virou-se para o outro lado.
-Anda vamos, leia. _Nina resistiu ao máximo, mas a curiosidade a pegou e então ela acabou cedendo.

Eu via Nina lendo aquelas linhas e me perguntando que tipo de loucura era essa em que eu estava vivendo, por que isso tudo foi me acontecer?

-Esse primeiro sonho foi dois dias antes de eu entrar aqui. _Disse chocada, surpresa.
-Sim.
-Mas por que?
-Eu não sei. _Ri nervosamente. –Não faço ideia do porque de tudo isso, eu tenho sonhos com você que eu não sei porque. Imagina como foi pra mim não saber quem era a garota dos meus sonhos e de repente vê-la entrar por aquelas portas?
-Isso é loucura Michael.
-Sim é.
-Pelos seus sonhos segundo o que está escrito aqui eu sou sua mulher? _Ela riu. –Isso é impossível, eu jamais me casaria com você ou com quem fosse.
-E você acha que eu quero? _Me fulminou com os olhos pelo modo que falei.
-E essas coisas que você sente?
-É uma coisa intensa, parece ser real, é amor de verdade. _Ela gargalhou.
-Amor não existe Michael, é só uma coisa sem sentido que as pessoas inventam para roubar o nosso dinheiro. _Ai meu Deus ela falava como eu.
-Eu sempre falo isso! _Ri admirado. -Eu também sei que é assim. Eu sei que amor é palhaçada, mas ai eu me pego tendo esses sonhos e então... _A olhei com ternura, e pelo minha surpresa fui retribuído. –As sensações foram fortes e eu me vi na vida que eu desejaria, sim eu desejaria. Era felicidade.
-Felicidade? Comigo? _Riu de lado.
-Com você, outra pessoa eu não sei Nina.

Nos olhamos mais uma vez intensamente, aqueles lábios dela me atraiam tanto... Aqueles olhos assustados olhando para mim. Os sonhos viam em minha cabeça me mostrando que beija-la era bom demais. Eu só queria poder experimentar aquilo de verdade. Sentir seu gosto.

Caminhei mais próximo dela, eu estava fora de orbita, toquei em seu braço acarinhando. Ela não se opôs, muito pelo contrário. Aquela mulher do sonho estava me permitindo me aproximar do jeito que eu queria.

Meus lábios se aproximaram dos dela e eu toquei delicadamente em seu rosto. Quando eles se encostaram senti meu corpo inteiro reagir, minha respiração escarça e meus batimentos cardíacos fora de controle. Manipulei meus lábios nos dela, pequenos movimentos até adentrar minha língua na sua.

Segurei-a firme para mais perto de meu corpo e os beijos tomaram um ritmo maior, a ouvi gemer minimamente e corresponder aquele beijo. Pra mim estava sendo o maior deleite do mundo, beijar aquela boca que eu beijava em meus sonhos e sentir realmente tudo que eu senti. Eu estava rendido a aquela mulher.
Foi quando ela caiu em si e me empurrou.

-Não é porque você tem sonhos comigo que você tem o direito de sair me beijando. _Gritou.

Foi quando eu senti meu rosto queimar pelo tapa que deu em seguida. E saiu da sala me deixando sozinho e confuso. Ela adorava fazer isso, e eu me odiava por deixar uma mulher me dominar dessa forma.
Suspirei frustrado.



Capítulo 14




Eu nunca me senti um cara tão vulnerável e impotente em todo a minha vida. E tudo por causa de um sonho, mas nada é pior do que me sentir assim por culpa exclusiva de uma mulher.

Quando que eu me tornei tão fraco assim? Quando que deixei os meus sentimentos me derrubar dessa forma, e uma mulher o domina-lo do jeito que estava me dominando? Eu não conseguia acreditar nisso.

Ao fim do expediente eu era um homem pra baixo e frustrado. É exatamente por isso que eu detesto me envolver, o amor serve pra isso mesmo pra nos por pra baixo. E eu que nunca deixaria isso acontecer comigo acabei caindo nessa.

Me sentei na cama e os meus pensamentos iam longe constante. Cenas daquele maldito beijo no escritório e também daquele maldito sonho. Meus pensamentos era meu maior inimigo nesse momento.
Neguinho pulou em meu colo e eu sabia que ele sentia tudo isso que eu estava sentindo, sim ele conhecia bem.




-Oh neguinho, me desculpa cara. Eu sou mesmo um idiota. _Me desprezava por me render aos padrões sociais que era o de me apaixonar.

Sim era isso que eu sentia, estava na cara e eu me odiava por isso.

(...)

Nina

Tudo que eu estava vivendo naquele prédio estava pirando a minha cabeça. Eu que achava que trabalhar na Power fosse a melhor coisa do mundo para mim. Seria, se não fosse por Michael.
Ele estava mexendo com toda a minha vida com esse assunto de sonho que particularmente eu não acreditava em nada. Era só uma desculpa pra tirar lascas de mim.

Ele não era diferente da maioria dos homens e eu me odiava por me deixar levar. Acontece que Michael tinha uma força estranha sobre mim que eu me sentia dominada apenas por olha-lo, apenas por ouvir sua voz.

-Ah droga! _Esbravejei batendo minha mão na cama.

Eu estava enlouquecendo.

Eu não poderia me deixar dominar pelo amor, não. Aquilo era bobagem eu sofri tanto por amor de jeito nenhum eu iria sofrer de novo, muito menos por ele. Acontece que ele me atraia de um jeito, mas aquela atração acabaria me matando, eu estaria definitivamente ferrada.



Capítulo 15




Ouço as batidas em minha porta, interrompo o meu trabalho para atender. Vejo uma visão que fez meu coração palpitar tão dolorosamente...

Nina estava lá a me olhar sem jeito, nervosa. Senti o quanto foi difícil pra ela vim até mim depois do beijo que demos, o quão era difícil me olhar depois de tudo que ouviu e viu. E eu me culpava por ter deixado esse clima se instalar entre nós.

-É... _Pigarreou. –Eu vim saber se o projeto está pronto. _Falou firme, tentando demonstrar outro tipo de sentimento que não fosse o que realmente sentia.
-Faltam apenas alguns ajustes. _Assentiu.

Nina se virou para sair novamente, mas algo a fez parar e voltar a mim lentamente. E lá estavam os nossos olhos se encontrando novamente, dava pra sentir daqui sua respiração.

-É..._Pigarreou mais uma vez. –Sobre o sonho, é...Você teve essa noite? _Eu não entendi o que porque perguntar isso depois de tudo, mas dava pra ver que pra ela não foi fácil perguntar, mas sua curiosidade era maior.
-Sim. Todas as vezes que fecho os meus olhos eu sonho com você. _Sorri sem humor. Ela assentiu.
-E como foi? Quer dizer... Você poderia me contar? _Me surpreendi pelo pedido, mas não quis perguntar, só resolvi ser sincero com ela a partir de agora.
-Estávamos juntos em uma praia, não era daqui. Parecia ser outro lugar, um lugar mais quente e mais calmo. Estávamos felizes e então...
-Então? _Ela estava ansiosa e ao mesmo tempo com medo de ouvir o resto.
-Fizemos amor.

Senti um tremor em meu coração apenas de proferir essas palavras e ela se surpreendeu arregalando minimamente os olhos ficando sem jeito. E foi uma surpresa como se ela já soubesse sobre isso, algo que ela conhecia muito bem eu não sabia interpretar aquela feição.

-Como ousa fazer isso Michael? Como ousa brincar comigo assim? _Algumas lagrimas saíram de seus olhos e eu percebi que por mais que não fosse a minha intenção eu a magoava. –Isso era tudo que eu quis um dia, eram os meus sonhos. Mas eu sei que eu nunca vou realiza-los por que... _Seus olhos transmitiam dor. –Porque eu nunca vou ter uma vida feliz com outra pessoa. _Alterou um pouco a voz e eu estava arrasado.

Mas algo em suas palavras me despertou pelo simples fato de ter pensado que um dia eu poderia sim  leva-la e realizar esse sonho romântico. Sim era isso.

Meu Deus como não me dei conta disso? Aquilo tudo estava ali e eu não prestei atenção, eram sim do futuro. Se Era o que Nina desejava, poderia ser real um dia.

-Sim, é isso. _Me olhou confusa. –Esses sonhos Nina, eles... eles são do futuro. Sim, eu sonho com o futuro sonho com a gente juntos, felizes. _Ela riu irônica.
-Não Michael, eles não são do futuro, porque eu e você nunca ficaremos juntos! _Gritou.

Ela foi saindo quando a segurei pelo braço e a puxei para perto do meu corpo. Eu não queria que fosse não dessa vez, queria ela assim comigo, tão perto de mim, nossos rostos bem próximos, mas tão próximos que eu sentia sua respiração.

Foi quando de súbito ela tomou os meus lábios de uma forma tão sensual que eu me entreguei completamente. Ergui seu corpo para que ela pudesse se encaixar em minha cintura. Os beijos acompanhavam o ritmo de nossas caricias, o desejo se aumentavam e eu não conseguia mais conter o meu tesão. A vontade de fazer aquele sonho de fato acontecer, o prazer de ter tudo aquilo real não me deixava mais parar.

Joguei umas coisas que estavam em cima do balcão e pôs sentada sem desgrudar os nossos beijos, sem para de nos acariciar. Tirei meus lábios de sua boca indo para o seu pescoço a ouvindo gemer para mim.

-Você é um idiota sabia? Um incrível idiota e pervertido. _Esbravejou rindo e eu achei a coisa mais linda do mundo, pois ela tentava me ofender como se ofendesse a si mesma.
-E você adora isso. _Falei rende ao seu ouvido.
-Você é que pensa.
-Pode não ser agora, mas um dia sim. _Senti me socar sem força em meu braço e depois me ajudar a tirar a minha camisa.

Suas mãos pequenas perpassavam o meu peito e eu não aguentava mais de tesão. Levei minhas mãos nos botões de sua blusa.

-Você já viu os meus seios, não já? _Perguntou.
-Já sim, por diversas vezes. _Falei sem me intimidar.
-Seu tarado desgraçado. _Riu de novo. –Pois então confere se são assim.

Ela abriu de uma vez me revelando o seu sutiã preto, e eu estava prestes a contemplar o que mais queria.
Arranquei sua blusa de vez levando minhas mãos ao fecho do sutiã o mais rápido possível contemplando assim os seus seios. Eram exatamente iguais ao meu sonho. Médio, macios, rosados e perfeitos. Minhas mãos os subiam e desciam com uma vontade descomunal.

-E ai Sr Jackson?
-São esses, eles são inconfundíveis para mim. _Ela riu e então os levai em minha boca. Os sugando, mordiscando. Nina gemia em meu ouvido.

Foi quando senti suas mãos adentrarem a minha calça e massagear o meu bumbum.

-Eu quero Jackson, me dê. _Pediu.

Tirei minhas calças rapidamente logo tomando os seus lábios de volta para mim ferozmente e com as mãos a ajudando tirar sua saia e sua calcinha.

Estávamos nus naquela sala loucos um pelo outro. Peguei uma camisinha em minha gaveta rasgando o pacote, vestindo-me rapidamente. Puxei-a mais para o meu corpo esfregando o meu pênis em sua intimidade, a sentindo se entregar a esse toque se abrindo cada vez mais para mim.

Adentrei em fim sua entrada gemendo alto ambos pelo contado. Meus movimentos começavam e eu estava absorto no que fazia.

-Oh Michael! _Chamou meu nome e isso foi combustível para continua mais rápido.
-Isso chame meu nome baby, chame.

Abraçados eu entrava fundo, puxando suas pernas para mais perto, minhas investidas não paravam até ouvi-la gritar mais alto e sua intimidade pulsar tão forte que eu fiquei completamente apertado dentro de si. Isso foi o estopim para que eu gozasse instantaneamente após ela gozar.

Ainda gemíamos e respirávamos descompassado   quando chegamos juntos. Encostei sua cabeça em meu peito a fazendo ouvir o meu coração acelerado, beijei sua testa sentindo minha boca seca.

Meu sonho se tornava realidade, mas a magia acabava assim que ela se deu conta do que fizera.

-Nós transamos Michael. _Disse com uma expressão confusa.
-Sim, e foi bom demais.
-Isso não deveria ter acontecido. _Me disse olhando em meus olhos e eu não conseguia acreditar no que estava ouvindo. –Isso não deveria ter acontecido.

Nina me empurrou cantando suas roupas do chão e eu fiquei ali paralisado sem saber o que fazer e altamente confuso.

-Nina espera. _Segurei em seu braço quando ela fez menção de sair. –Você quis, nós queríamos. O jeito como aconteceu foi espontâneo então porque é que está agindo desse jeito?
-Não é você Michael, é tudo.... Eu não vou sofrer nunca mais. _largou de meu braço e saiu.
-Droga! _Esbravejei odiando a mim mesmo.

E estava acontecendo do jeito que eu sempre previr, o amor não existe.



Capítulo 16




Meu relacionamento com Nina estava cada vez mais complicado, eu tentava eu juro que tentava, mas não conseguia entender nada. Resolvi deixar essa história de lado, estava na cara que ela não queria se envolver, certa está ela. Eu também não queria até aquele momento.

Mas depois de tudo que houve, nossos beijos e até mesmo nossa transa, isso me puxava cada vez mais para ela.
Eu queria esquecer definitivamente aquela história.

-Ei Michael iremos até o bar, gostaria de vim junto? _Peter sabia que eu não gostava de ir, mas mesmo assim sempre me perguntava.
-Sim. _Sorri e ele se surpreendeu.
-É sério?
-Sim, não quero ir pra casa tão pouco ter que dormir e sonhar. Quero ficar acordado a noite toda. _Falei convicto, não queria ver Nina nos meus sonhos essa noite.
-Pelo visto as coisas não andam bem.
-Não, acho que nunca vão andar. _Eu  mesmo me surpreendia com tamanha falta de fé que eu tinha.
-Então vamos, vai se sentir melhor. _Assenti.
-Peter? _Ele me olhou. –Obrigado por sempre insistir viu?
-Não há de que. _Ele bateu no meu ombro e saímos juntos.

(...)

O pessoal do trabalho em peso estava lá, jogando conversa fora, bebendo, sorrindo. Estava um clima agradável, porém eu não estava no mesmo nível e as coisas piorariam quando olhei em direção a entrada e Nina estava vindo. Droga!

-Ei Nina junte-se a nós. _Gritou Shirley e ela sem jeito caminhou ao me ver em nossa direção.

Parece que Nina também achou que sair de casa um pouco faria esquecer um pouco o que houve, mas caímos no mesmo lugar.

Ela começou a beber e eu também queria me embriagar e pelo visto ela também.

A conversa entre eles estava divertida, mas não conseguia parar de beber e olhar para Nina até que uma música dançante começou a tocar.

-Whooo eu adoro essa música. _Gritou Vanessa do departamento de moda. –Ei Mike vamos dançar? Não é todo dia que um solitário aparece por aqui temos que aproveitar não é? _Olhei para Nina de lado e dava pra ver que não gostou nada.

Gostei da ideia de mexer um pouco com ela.

-Vamos sim, com certeza. _Me levantei pegando em sua mão.

Caminhamos até o centro e a segurei em meu corpo para darmos os primeiros passos de dança. Eu não conseguia ouvir o que Vanessa dizia, era algum tipo de elogio ou sei lá, eu só conseguia prestar atenção em Nina.
Era quando a via sempre  com um copo de cerveja na boca tomando pra valer.

Os minutos passaram e eu já dançava com Vanessa a 5ª ou a 6ª música eu não sei direito  nem prestei atenção, eu estava bêbado. Foi quando Nina me puxou para si de repente tirando Vanessa de perto de mim.

-Com licença é minha vez de dançar com ele. _Falava enrolado pela bebida um tanto dominadora.

Vanessa saiu e ela me abraçando me fazendo dançar junto com ela.

-Você é mesmo um idiota Jackson, já foi arrastar asinha para azinha do departamento de moda. _Eu sabia que ela tinha sentido ciúmes.
-Sentiu ciúmes é? _Ri.
-Deixa de ser otário, você nem é isso tudo.
-Então por que veio até aqui hein? Se não liga me deixe dançar com ela. _Fui me soltando de si quando me puxou de volta.
-Não, você vai ficar comigo agora. _Sorri voltando a abraça-la. –Você é um idiota, mas me excita pra caralho Jackson. _Gargalhei por ouvi-la xingar. –Você adora mexer comigo, até mesmo inventa esses sonhos malucos só pra me ter em suas mãos... eu conheço homens como você só querem a minha vagina e nada mais.
-Não é bem assim Nina.
-É sim é sempre assim, e quando não quer mais joga fora.

Percebi que o que ela falava era mais um desabafo do que uma constatação, ela havia passado por isso.

-Isso aconteceu com você? Alguém te magoou?

Senti doer em mim mesmo, a ideia de pensar em seu sofrimento me doía. Minha vontade era de protege-la.

-Homens sempre nos magoam. _Ela escorregou e eu a peguei de volta, percebendo que ela havia bebido demais.
-Vamos eu vou te levar pra casa.
-Não eu quero me divertir.
-Você não tem condições nenhuma pra isso, bom nem eu, mas como estou um pouco sóbrio da pra cuidar de você. Vamos?
-Ok. _Ela assentiu e eu caminhei com ela até a saída.


 

Capítulo 17



Parei meu carro em frente ao seu prédio bonito depois de da voltas e voltas porque a madame não lembrava pra que direção seguia. E eu ri por acha-la linda na situação que estava.

Peguei sua chave de dentro de sua bolsa, porque nem isso ela conseguia fazer e abri a porta. Era um apartamento pequeno, porém bem arrumado e aconchegante.

E meu coração acelerou ao lembrar que aquele lugar era um dos lugares que compunha o cenário dos meus sonhos. Era ali onde tudo acontecia eu conseguia reconhecer. A janela eu reconheci bem e a cozinha onde tomamos nosso café da manhã e que nos amamos. Sim meus sonhos eram do futuro, agora como isso aconteceu eu não sei.

Talvez fosse algo divino me mostrando que a vida poderia ser muito mais que eu esperava, eu tinha clareza sobre isso agora.

-Bom está entregue, vou indo. _Falei assim que ela entrou, já procurando o meu caminho.
-Ei Michael qual é? Fique? _Aquele pedido, o olhar dela pedindo assim.
-Tudo bem. _Não teve como dizer não.

Ela foi entrando se livrando dos sapatos enquanto eu fechava a porta. Correu até o quarto e sentou-se na cama fui atrás dela.

-Eu te odeio sabia? _Me olhou como se analisasse assim que me sentei ao seu lado. Fiz uma expressão confusa rindo a seguir. –Você me faz beber um porre desses a essa hora e depois acaba aqui, na minha casa.
-Eu fiz você beber? Você que virava o copo de cinco em cinco minutos.
-Por sua causa, se não estivesse se esfregando com aquela lá. _Sorri pelo jeito que vez com sua expressão e pelo ciúmes também.
-Está com ciúmes?
-É eu estou. _Foi sincera. –Você me come gostoso no escritório e depois sai com outras? _Ela era terrivelmente sincera bêbada. –Homens não prestam só servem pra isso mesmo, pra te deixar um caco e depois com uma culpa enorme. Vocês são mestres nisso.
-Quem te magoou Nina? Hum, me fala? _Eu queria saber o que aconteceu, ela parecia magoada todas as vezes que tocava nesse assunto.
-Um cara que eu era apaixonada. _Riu sem vontade. –Apaixonada... Foi a pior coisa que fiz na vida. Me apaixonar.

Olhava ao chão pensativa como que se lembrasse de tudo que houve.

-Eu o amei, acreditei em todas as palavras doces que ele dizia, mas na primeira oportunidade me largou roubando o meu dinheiro e ainda me queimando em uma revista que eu trabalhava. _Fiquei surpreso.
-Isso eu não sabia.
-Ninguém sabe, não conto pra ninguém, eu nem mesmo penso sobre isso. _Ela olhou para mim agora. –Foi dolorido eu me senti a pior pessoa do mundo. Humilhada, usada. Cheguei a senti nojo de mim mesma. _Dava pra ver a dor em suas palavras e eu senti vontade de conforta-la. -Eu nunca vou acreditar no amor Michael. Nem mesmo se ele vir de você.
-Eu não sou como esse cara, eu sou diferente.
-É o que você diz, mas depois.
-O meu sonho Nina, tudo que houve, nossa felicidade.
-Ahh Michael isso não existe. _Alterou um pouco a voz e suas lágrimas formavam nos olhos. –Não adianta insistir em algo que não temos certeza.
-Eu tenho. Um dos lugares em que acontecia o sonho foi exatamente aqui, nesse apartamento eu me recordo muito bem.
-Para com isso Michael, para! Não me ilude, não me faça acreditar em algo que não é real. _Ela se levantou da cama de vez e começou a chorar e eu a abracei.

Os sentimentos de Nina eram confusos e dolorosos. Quem imaginaria um cara como eu que não acredita no amor tentar faze-la  acreditar, e  o pior comigo, uma amor comigo. Mas eu a entendia bem, como confiar em algo que parece loucura até mesmo para mim?

-Calma, calma! _Tentei consola-la.

Nossos olhos se encontraram e eu pensava o quão lindos eram, assim chorosos e medrosos para mim. Nina poderia resistir o quanto pudesse, mas os olhos não dava pra negar, a entrega de como eles expressavam seus sentimentos e a magia que envolvia tudo naquele momento.

Encostei meus lábios nos dela acarinhando bem de vagar, senti-a corresponder aos meus toques. Levei as pontas de meus dedos em sua blusa e ela me ajudou a tira-la completamente.

Aquela barriquinha dela amostra para mim, sua pele branquinha e macia eu não resisti. Levei minha boca até sua barriga passando os meus lábios, as vezes mordia e as vezes chupava. Suas mãos abraçavam minha cabeça enquanto eu me concentrava naquele local.

Nina caminhou até mais perto de sua cama ao meu olhar curioso, sentou-se e então deitou.

-Eu quero você. _Disse.

Eu também queria e muito, queria possuir aquele corpo que eu já julgava ser meu, ama-la até não aguentar mais.
Retirei a minha camisa e depois a minha calça sendo observado por ela. Caminhei até entre suas pernas e tirei sua saia.

-Você é muito lindo sabia? _Suas mãos acarinharam o meu peito por inteiro e eu me senti excitado.

Retirei sua calcinha pequena rendada me preparando para beijar sua intimidade.

Tão cheirosa e delicada, estava sendo um deleite para mim experimenta-la dessa forma, sentido tão minha. Nina estava tão a vontade, o modo como se abria para mim, o modo como dava carinho em meus cabelos enquanto a experimentava, seus lábios sendo mordidos por ela mesma enquanto eu ia fundo com minha língua. Seu corpo correspondia a cada movimento seus quadris iam ao mesmo ritmo.

Parei o que estava fazendo e ela me olhou curiosa. Retirei a minha cueca  e logo depois peguei uma camisinha no bolso de  minha calça, eu sempre guardava uma. E assim que me vesti, me posicionando entre suas pernas. Eu estava com tanta sede de adentra-la.

Subi com a mão o seu sutiã esfregando minhas mãos em seus seios enquanto começava a me acomodar dentro dela.

Comecei a dar os primeiros movimentos ouvindo-a gemer, se contorcer.

-É deliciosamente grande. _Sussurrou.
-É seu Nina. _Afundei mais. –Completamente seu.

Mas eu queria que fosse diferente, não queria que fosse só uma transa banal ao qual nosso prazer era o que importasse, eu queria marcar, selar aquele momento. Então reduzir o ritmo de minhas investidas, pus minhas mãos em cima das dela presa na altura de sua cabeça. Olhei bem no fundo de seus olhos e beijei a sua boca, enquanto fazíamos amor sem pressa, sem hora para acabar. Retendo ao máximo o nosso gozo, pois aquela união é que deveria ser a mais importante.

Nina girou sobre mim prendendo suas mãos em meu rosto, gemíamos um para o outro, nossos olhos fixos, nossa alma fixa. Beijamo-nos longamente até conseguirmos gozar juntos, tão delicioso.

Nina deitou em meu peito e não falamos nada um para o outro, eu só queria que tudo que estava vivendo fosse real e não um dos meus sonhos me confundido. Só queria  acordar no dia seguinte e encontra-la ao meu lado, apaixonada por mim e eu por ela. Eu queria viver esse amor porque se tornou tudo que eu tenho e tudo que eu quero sempre ter.

-Eu nunca vou magoa-la está bem? _Sussurrei pra ela, e então ela assentiu freneticamente.



Capítulo 18



Nina

“-Michael corre aqui amor, venha ver que lindo! _Eu me encontrava no topo de uma montanha contemplando a  vista.

Era a vista mais linda que eu poderia imaginar, aquele lugar era único e em fim eu estava realizando o meu grande sonho que era contemplar a vista da floresta mais linda do mundo no topo de uma montanha.

Michael estava sendo para mim mais que um companheiro, estava sendo tudo que uma mulher deseja em um homem.

Ter me aventurado nesse romance foi a melhor coisa que eu já fiz em toda a minha vida. O carinho dele, os olhares tão ternos, a emoção que ele transmitia quando estávamos juntos. Tudo fez valer a pena, tudo estava dando certo.

-É lindo mesmo. _Disse com as mãos envolta de minha cintura.

Segurei em seu rosto acarinhando, segurei em seu queixo o puxando para um beijo. O beijo era exatamente como sempre dávamos, romântico, sincronização perfeita e muito carinho.

-Eu te amo. _Falei assim que nos olhamos de novo.
-Eu também te amo muito. _Voltamos a nos beijar.”

Acordei com uma dor tremenda de cabeça, uma dor que mais parecia que tudo ia explodir dentro de mim. Fui recobrando a minha consciência, quando olhei para o lado e encontro Michael nu ali.

-Ai meu Deus! _Dei um grito.

Eu também estava nua, foi quando comecei a lembrar o que houve.

-Oi Princesa. _Acordou sorrindo para mim.
-Michael eu não estou acreditando.
-Em que? _Perguntou confuso.
-Você dormiu aqui comigo é isso?
-Sim eu dormir e você que pediu. _Pus a mão em minha cabeça lembrando que foi isso mesmo.
-Você pelo menos usou camisinha?
-Claro. _Revirou os olhos. Me aliviei. –Agora quem não está acreditando sou eu Nina. Você me fala aquelas coisas todas, faz amor comigo e ainda vem com esse tom de novo. Qual é a sua?

Ele disse firme e eu sabia que ele tinha razão, tudo que rolava entre a gente eu quis, eu procurei, mas sempre o culpava, só para mascarar algo dentro de mim.

-Desculpa, eu só... Ora Michael eu bebi demais, estou confusa.
-Então tudo que conversamos ontem a noite não significou nada pra você? _Seu tom era decepcionado.
-Não é bem assim, é só..._Foi quando eu me lembrei daquele sonho que tive, um sonho real da mesma forma como ele me contava que eram os dele. –Eu sonhei com você. _Me olhou surpreso.
-Sério?
-Sim. Estávamos na floresta amazônica, a floresta que eu sempre quis conhecer desde menina. Subimos em uma montanha e dava pra ver o rio e a paisagem, estávamos tão felizes... O nosso amor Michael... _Ele riu colocando uma mão em meu rosto.
-Eu disse que era intenso.
-Como pode? Um sonho nos mostrar o caminho que devemos seguir? Nos fazer decidir o que é melhor.
-Foram eles que me fizeram apaixonar-me por você. _A emoção me invadia naquele momento.
-Apaixonar?
-Sim, estou louco por você Nina. De um jeito que eu não imaginei estar.

Sim eu também estava, estava louca por ele, completamente e sim eu queria ficar com ele, queria ama-lo pra sempre e ser feliz ao seu lado. Sim eu queria isso mais que tudo.

Tomei seus lábios em um beijo o fazendo deitar indo junto com ele, suas mãos me acariciavam ao ritmo dos beijos, e eu podia dizer que Michael era o homem que me fazia sentir todos os tipos de sensações. Da mais simples a mais complexas e aquele efeito causava tudo dentro de mim.

-Eu também estou louca por você. _Disse erguendo os ombros, como se aquilo fosse realmente inevitável e ele riu.
-Eu só vou ter que dominar a fera direitinho ao longo do caminho. _Dei uma batidinha em seu peito e rimos.
-E acho bom você me levar para a floresta amazônica, senão você vai conhecer a minha fúria. _Ele riu.
-Tudo que você quiser, pra qualquer lugar que você queira ir. _Sorrimos ternamente e  logo voltando a nos beijar.




 


Capítulo 19



E mais uma vez eu estava mais do que certo sobre o que faria da minha vida daqui pra frente. Eu sabia que tinha mudado de ideia abruptamente sobre a minha vida.

Mas acontece que hoje eu sei que aquela vida solitária era apenas o conformismo me dizendo que eu estava bem do jeito que estava, mas hoje eu vejo que um homem precisa de viver.

É engraçado como a maior parte de nossas vidas apenas sobrevivemos e existimos, são muito pouca as vezes em que vivemos de verdade. Que nos sentimos realmente satisfeito interiormente.

Nina me fez mudar a minha percepção de vida, e de certa forma eu acabei fazendo -a mudar também. E eu entendi que a vida era uma parceria entre você, e quem nós amamos.

-E.. Então. _Nina caminhou de vagar bem perto de mim um pouco sem jeito. –Somos namorados?
-Claro. _Falei convicto. –E logo, logo seremos casados.
-Uau e o que te fazer achar que me casarei com você? Ah sei... os sonhos... _Segurei em sua cintura.
-Também, mas o principal é que você não vive sem mim. _Falei em um tom divertido.
-Oh como você é convencido!
-Confiante, é diferente.
-Eu não sei é que... _Ficou um pouco séria agora. –O que te fazer achar que será feliz com alguém  como eu Michael?
-Ei para com isso. Você é uma ótima pessoa, apesar de ser um pouco chata as vezes. _Brinquei. –Não é você Nina, sabe? É o que sinto quando estou com você. Tudo parece tão perfeito. Eu não seria louco de deixar isso passar.
-As vezes eu tenho medo.
-Eu também tenho medo, todos nós temos e sempre vamos ter. Mas a luta diária é um ajudar o outro na hora dos medos, um segurar a mão um do outro que no final das contas tudo ficará bem.
-Me sinto segura quando fala assim.
-E eu quero que se sinta segura mesmo. _Encostei minha testa na sua e ficamos por um tempo assim. –Eu amo você menina.
-Pior que eu também. _Fez cara de lamentação e eu ri.

Encostei meus lábios na boca dela e então começamos a beijar longamente, selando em fim aquele relacionamento que eu sabia que iria render frutos.




Capítulo 20



Nina se encontrava sentada ao meu lado encostada em meu peito ali no meu apartamento bagunçado que logo de cara ela reprovou. Me vi sendo criticada por uma mulher depois de anos, eu estava mesmo ferrado. Sorri com esse pensamento.

-Então Sr Jackson... É isso que os namorados fazem? _Levantou os braços.
-Bom que eu saiba, são beijos seguidos por amaços e depois um sexo aqui e ali.
-Uau! Que agitado não é? _Rimos.
-Pode ser ainda mais, se você quiser. _Falei insinuativo encostando meus lábios nos dela para um beijo. Foi quando neguinho pulou entre a gente. _Ei garotão!

O peguei no colo.

-Esse é o famoso neguinho?
-É esse mesmo.
-Ohh ele é tão fofo Michael. _Nina o acarinhou o fazendo se esfregar nela.
-Ele gostou de você. _Constatei.
-Claro que sim, ele adorou a mãe dele. _Nos olhamos rapidamente um para outro com a expressão de choque, e então começamos a rir.
-Então vai adota-lo? _Sorri.
-Já adotei, alias adotei vocês dois. _Rimos.

Puxei seu corpo para o meu, pus uma mexa de seu cabelo para trás da orelha e então nos beijamos. Era incrível como a tensão sexual nos atingia na mesma hora em que começávamos a nos beijar.

Guiei Nina para o meu colo e as caricias se faziam presente a todo momento. E não demorou muito para já estamos nus em minha cama fazendo amor.

O modo como ela pulava sobre mim, o jeito que gritava o meu nome sempre que minhas investidas iam mais intensas. Eu adorava aquela mulher e o cheiro que seus cabelos inalavam.

Meus beijos em seu pele eram tão forte a medida que o meu tesão aumentava que sua carne ficava vermelha, vermelha da minha satisfação e do desejo que sentia por ela. Tudo nela me deixava louco, absolutamente tudo. Atingimos o orgasmo juntos gritando um pelo outro.

E depois de duas semanas namorando estávamos mais feliz do que nunca. Peter ficou feliz por mim e começou a me encher o saco dizendo que eu sabia ver o futuro, me pedindo por diversas vezes para que eu visse o futuro dele. É engraçado porque eu não sei porque aquilo aconteceu, mas acabou acontecendo e eu agora sim estava sendo um homem completo. Definitivamente.




 


Capítulo 21



Nina

As coisas aconteceram tão de repente na minha vida, eu me via em um relacionamento ao qual eu nunca imaginei estar. Mas Michael conseguia me conquistar a cada dia mais.

Aquele jeito dele de ser, tão tranquilo. Sim as vezes ele era um chato, mas era aquele chato que eu estava loucamente apaixonada. A atração que nos unia, a capacidade que ele tinha de me envolver.

Os melhores momentos eram quando estávamos juntos eu me via em um lugar mágico e desconhecido por mim. A magia que o envolvia me deixava deslumbrada.

-Eu não sei o que eu faço, se trabalho ou venho aqui na sua sala só pra beijar você. _Nos encontrávamos abraçados no meio daquele escritório.
-Seria uma boa fazer os dois juntos, me beijar enquanto trabalha. _Ri
-Você me deixou viciada. _Apertei seus braços com força.
-Então eu sou uma droga é isso, é isso que está tentando me dizer? _Disse divertido.
-Sim, você é uma droga. _Confirmei.
-Aposto que sou crack, que te vicia e ainda te deixa completamente entregue e refém, só da pra viver com ele. _Bati em seu braço.
-Para de ser tão presunçoso. _Rimos
-Vem aqui beijar sua droga favorita vem?

Ele me puxou para si e nos beijamos, brincando com o lábio um do outro e algumas vezes sugando um ao outro.
Ouvimos alguém batendo na porta e pigarrear, quando olhamos era Rick.

-Rick? _Michael disse surpreso.
-Olá. _Ele estava sem jeito por ter visto eu e Michael nos beijando, mas também não comentou. –Preciso falar com você Nina na minha sala.

Ele disse de um modo interrogativo e eu fiquei um pouco apreensiva. Michael apenas estava sem jeito.

-Já volto. _Falei e ele assentiu.

Acompanhei Rick até a sua sala, eu não sabia que ele já tinha voltado de férias, mas o prazo já tinha estourado mesmo.

-Você e Michael? _Perguntou se sentando em sua cadeira e eu fiquei sem jeito.
-Aconteceu Rick é...
-Tudo bem não estou julgando, você fica com quem quiser, só fiquei surpreso. _Ri. –Como você ver estou de volta.

Abaixei minha cabeça, pois eu sabia que quando Rick retornasse eu sairia. E foi ai que eu percebi que eu amava aquele lugar que eu já estava começando a conquistar os funcionários, não estava tão exigente. E também tinha Michael eu queria continuar perto dele.

-Sim eu sei.
-Ei que cara é essa? Você não vai sair. Te chamei pra dizer que a quero permanentemente como a segunda editora chefe. _Sorri empolgada com aquelas palavras. –A revista esse mês atingiu o maior publico e graças a você Nina.
-O... Obrigada Rick eu realmente estou muito feliz com tudo.
-Agradeça o seu novo namorado. Ele deu os créditos no novo shape da revista todos para você.

Fiquei pensativa, porem muito feliz. O meu ultimo namorado conseguiu me destruir, mas o Michael, o Michael havia me ajudado a conseguir tudo que eu queria, me ajudou a continuar naquele posto que sempre foi o meu lugar.

-Isso é sério?
-Não sabia?
-Não eu não olhei a revista.
-Pois deveria. E ainda tem uma pequena dedicação a você. _Fiquei surpresa.

Rick pegou a revista dentro da gaveta de sua mesa e me estendeu.

-Página 46.

Peguei a revista vasculhando até encontrar.

Tinha uma matéria sobre os seus sonhos algo fictício que ele havia posto sobre tudo que aconteceu. Sobre seus sonhos e sobre como me conheceu. Algo fictício como uma história de amor. Com uma pequena observação.

“Todos nós temos sonhos, uns ruim outros bons. Mas quando é um sonho que se é compartilhado, tudo torna-se mais fácil.”

Sorri empolgada, sim o sonho dele tornou realidade. Naquele sonho maluco que no final das contas eram tudo verdade, era uma parte da consciência dizendo que valia a pena sonhar. Ter Michael na minha vida foi mais que sonho para mim, foi realidade.




Capítulo 22


Nina voltou da sala de Rick com um sorriso enorme no rosto e eu me alegrei por vê-la dessa forma eu já sabia do que se tratava. E me orgulhava de ter acontecido do jeito que ela sempre quis.

-Você deu os créditos para mim, foi isso?
-Você merece, só fiz o que achei que deveria fazer.
-Em pensar que peguei tanto no seu pé.
-Ah você  era só uma mulher tentando mostrar uma falsa presunção pra conseguir o seu lugar.
-Obrigada Michael.
-Não tem de que.

Nina veio ao meu encontro e pulou no meu colo.

-Eu te amo.
-Eu também te amo.

E então nos beijamos pra valer.

E cada dia que passavam e eu percebia que Nina fazia parte da minha vida eu sabia que tudo tinha valido a pena, e que agora eu era um homem completo.

Depois de um ano de namoro eu  e Nina nos casamos e ela fez questão de ir em todo os lugares que faziam parte do cenário dos  meus sonhos. E eu vou dizer que na vida real saiu ainda melhor. Eu estava vivendo finalmente ao lado de uma mulher tão improvável e ao mesmo tempo destinada para mim.

Nos tornamos pais e tudo  que construíamos se tornava prospero, concreto.

Nina e nossa bebê Elizabeth que era a cara da mãe se tornaram tudo para mim, uma extensão de nós dois e nosso amor a cada dia crescia como nunca. Era um jardim que florescia e eu nunca mais me senti solitário na vida.

Nina é a garota dos meus sonhos.



Continua...

28 comentários:

  1. Continua ta ótima ♥

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  2. Postado os primeiros capitulos, Boa Leitura :)

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  3. Status: esperando capítulos novos haha

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  4. Capítulos 5 e 6 já postados , boa leitura :)

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  5. Capítulos Novos 9 e 10 , Boa Leitura :D

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  6. Contiinuuuaa kkkkkkkkkkkkkk ta demais

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  7. Continua Mika esta muito boa essa fic>3

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  8. Gostei da Fanfic, Continuaa u.U

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  9. Posta mais pq vcs fazem isso com nós leitores?
    Posta por favor....kkkkkk

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  10. Capítulos 17,18,19,20,21 e 22 já postados, Boa Leitura :)

    Acabou de ser Finalizada :) Gostaram???

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  11. Muitooo boaa, parabéns ^^

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  12. Gente que lindaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa, desta vez fui eu a ler :) :3

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